Essa semana a revista Veja fez uma enquete com seus leitores. A pergunta era: O que você acha de assassinatos em novelas: As alternativas eram, em linhas gerais: 1) Recurso desgastado 2) Ótimo recurso.
Adivinhem quem ganhou? A alternativa que não concorda com assassinatos em séries em novelas. Derramar uma trama num balde de sangue nem sempre é uma boa saída, um bom recurso para os números de audiência crescerem. “Uma vez que, A arte imita a vida” eu gostaria de ver inserido grandes trapaças, corrupção, política suja, mensalão, e finalmente pessoas do mal subjugando as do bem… Mas fazer de um folhetim com atores tão renomados, uma investigação policial, não deve ser a melhor idéia pra conseguir mais alguns pontinhos no IBOPE.
Outras novelas já deram certo, é verdade, mas tá na hora de inovar. Até porque se não, perderá a graça. A TV deveria olhar para o telespectador como se fosse um aluno de 1ª série e se preocupasse em educar para o bem antes de criar esses traumas na cabeça das pessoas. A televisão pode ser uma salvação para um povo, como uma boa escola. Mas também pode ser um grande incentivo ao mal.
Se você discorda, assista ao reality “Hipertensão” e saberá do que eu falo. Há quem diga que as violências de novelas refletem a violência da sociedade. Não é assim. Uma coisa é mostrar o consumo de drogas e o destino de quem se cobre com o manto da ilegalidade. Outra coisa é mostrar um circo onde cada semana morre um ou outro e só no último capítulo será desvendado o verdadeiro vilão. Parece história pra criança dormir.
Vamos acordar? “Quem matou Odete Roitman?” ou “Quem matou Salomão Ayalla?” são perguntas e contextos que ficarão marcados para sempre em nossas vidas. Mas circunstancias mudaram, voltar ao passado pode custar caro, não no presente, onde os números do IBOPE darão sorrisos ao elenco de alguns poucos, mas no futuro, onde autores ficarão manchados pelo sangue que eles próprios produziram.
De quem é esse texto?
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